Sinais de alerta: entenda e apoie a saúde mental de crianças e adolescentes



A infância e a adolescência são fases de crescimento rápido e muitas mudanças. Nesses períodos, a saúde mental é tão importante quanto a física, mas nem sempre é fácil perceber quando algo não vai bem. É normal que crianças e adolescentes tenham altos e baixos, experimentem emoções fortes e passem por momentos difíceis. No entanto, se certas atitudes se tornam persistentes e atrapalham o dia a dia, a escola ou os amigos, é hora de ficar atento.

Reconhecer os sinais precocemente é crucial para oferecer o apoio certo. Não se trata de diagnosticar, mas de observar e buscar ajuda quando necessário.

Fique atento a estas mudanças comportamentais e emocionais:

Veja o que observar no comportamento e nas emoções de crianças e adolescentes:

1. Mudanças intensas de humor e emoções

É comum haver variações de humor, mas observe se são muito extremas e duradouras.

·                     Tristeza profunda e duradoura: Choro frequente, desinteresse por atividades que antes gostava, ou um semblante constantemente triste que não melhora por semanas.

·                     Irritabilidade extrema: Explosões de raiva desproporcionais, dificuldade em controlar a frustração ou agressividade incomum.

·                     Ansiedade e preocupação excessiva: Medos exagerados, preocupação constante com o futuro, crises de pânico (coração acelerado, falta de ar) ou dificuldade em se separar dos pais.

2. Alterações na rotina e no comportamento

Qualquer desvio grande da rotina ou do comportamento habitual merece atenção.

·                     Isolamento social: Recusa em participar de atividades com amigos ou família, preferindo ficar sozinho(a) a maior parte do tempo.

·                     Problemas com o sono: Dificuldade para dormir, pesadelos frequentes ou dormir demais.

·                     Mudanças no apetite: Perda ou ganho significativo de peso, recusa em comer ou comer em excesso.

·                     Queda no desempenho escolar: Dificuldade de concentração, notas baixas sem explicação, faltas frequentes ou desinteresse pela escola.

·                     Perda de interesse: Desapego por hobbies, esportes ou atividades que antes eram prazerosas.

3. Comportamentos de risco em adolescentes: quando a saúde mental pede ajuda

Estes são sinais mais sérios e pedem atenção imediata, pois indicam que o jovem pode estar em perigo ou buscando formas prejudiciais de lidar com o sofrimento.

·                     Agressividade: Brigas frequentes, comportamento violento com outras pessoas ou animais.

·                     Autolesão: Cortar-se, queimar-se, ou qualquer forma de se machucar.

·                     Uso de substâncias: Consumo de álcool, drogas ou outras substâncias.

·                     Falas sobre suicídio: Qualquer menção ou ameaça de tirar a própria vida deve ser levada a sério.

4. Queixas físicas sem causa aparente

Problemas emocionais podem se manifestar no corpo.

·                     Dores frequentes: Dores de cabeça, dores de estômago ou outras dores que não têm uma causa médica clara.

·                     Cansaço constante: Fadiga sem explicação médica, mesmo após descanso adequado.

O que fazer ao identificar sinais de alerta?

Se você percebeu alguns desses sinais em seu filho(a) ou em algum jovem próximo, não hesite em agir:

1.            Converse com calma: Aborde o assunto de forma aberta e sem julgar. Mostre que você está ali para apoiar, ouvir e ajudar.

2.            Observe e registre: Anote os comportamentos e as datas em que eles acontecem. Isso pode ajudar um profissional.

3.            Busque ajuda profissional: O pediatra, um psicólogo ou um psiquiatra infantojuvenil são os mais indicados para avaliar e indicar o tratamento adequado. Não tenha receio de procurar ajuda.

4.            Crie um ambiente de apoio: Ofereça segurança, carinho e um ambiente onde o jovem se sinta à vontade para expressar seus sentimentos. Incentive hábitos saudáveis, como boa alimentação, sono e atividade física.

Identificar esses sinais cedo pode fazer uma grande diferença no tratamento e na recuperação. Com o apoio certo, crianças e adolescentes podem superar desafios e ter uma vida saudável e feliz.

Cuidar da mente e das emoções é investir em você e no seu futuro. Agende sua sessão de psicoterapia.

Referências científicas utilizadas:

·                     ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA (ABP). Saúde Mental na Infância e Adolescência: Guia para Pais e Cuidadores. 

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